Datas
18 de mai de 2008 — 21 de mai de 2008
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3 min · 506 palavras
Fotografias
2
Entrada
494659
Ola Pessoal
Depois de um mes nas Ilhas Virgens, saimos em direçao ao nosso esconderijo dos furacoes - a Venezuela. Com tanto tempo, escolhemos um dia quase perfeito, com direito a lua cheia, mar liso e......sem vento. Logico, pois como sempre ficamos ansiosos em cada passagem, sempre escolhemos o dia sem vento. Mas aos poucos vamos aprendendo e deixando o medo de lado.
Resolvemos entao ir no motor por uma noite pois a calmaria estava boa. Depois de quase 24 horas de motor, finalmente o vento apareceu, leve, mas o suficiente para descolar as 16 toneladas do Cavalo Marinho a 5 nos. Com toda essa tranquilidade, o conforto a bordo estava otimo, a cozinha sempre nos presenteando com suas soluçoes praticas e na hora exata (nada como preparar tortas antes de uma travessia).
Nosso rumo era praticamente 180* verdadeiros, o que nos levaria diretamente pela ilha de Blanquilla, ja em aguas Venezuelanas. Finalmente os alisios entraram e ai fomos de traves ate Blanquilla. Quando o vento entra com seus 15 a 18 nos, o Cavalinho veleja bem e sem adernar muito, fazendo media de 6 a 7 nos. Mas mesmo assim, devido ao atraso na saida, e algumas esperas pelo Rosy (outro veleiro), chegamos a noite em Blanquilla. E justo eu que sempre falava que odiava chegar em lugares a noite. Mas com tanta lua cheia, foi facil chegar e ancorar. O dificil foi para o Rosy que estava com o diesel contado e teve que chegar na vela. Mas no final, logo estavamos todos ancorados e descansando depois de quase 4 dias de travessia e 400 milhas navegadas. O tempo foi perfeito, a 'janela' escolhida nao poderia ter sido melhor.
Durante a viagem pude estrear minha nova vara de pescar, comprada numa loja de penhoras nos EUA. Lulinha verde e amarela de isca e logo que chegamos mais proximo a Venezuela (os peixes do Caribe acabaram) fisgamos um wahoo maravilhoso de uns 5 kilos. O mais interessante e fazer o barco parar. A coisa vai mais ou menos assim: Eu corro e pego a vara para nao deixar muita linha correr. Ai eu grito para a Marcia - folga a genoa e a retranca da mestra. Ai eu dou outro grito, agora para o Nick - mais 30 graus no piloto. Bom com o barco quase parado, ai eu começo a puxar. Nessa altura a Marcia ja esta com a camera na mao e o Raffinha e o Nick ja estao do meu lado pedindo para segurar a vara - so amarrando o pe deles no stay. Ai vem o mais dificil, trazer o bicho para o conves do Cavalo Marinho. Nos ate sabemos a teoria, mas a pratica ainda anda meio enferrujada. Eu trago o peixe ate a plataforma de mergulho e ai eu e a Marcia começamos um bate boca sobre como trazer o peixe para cima. E no meio da bagunça ela puxa o bicho de qualquer jeito e ele cai - em cima de mim - ai eu grito de novo!!!!
Fotografias
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