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Cavalo Marinho
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22 de maio de 2008

Blanquilla - Venezuela

Datas

22 de mai de 2008 — 30 de mai de 2008

Leitura

4 min · 825 palavras

Fotografias

9

Entrada

494670

Chegamos em Blanquilla, alivio total depois de uma travessia um pouco longa - 400 milhas. Mas tudo deu certo e agora estavamos no quintal da Venezuela. Blanquilla esta a quase 100 milhas da costa da Venezuela e e uma ilha baixa com umas 20 milhas no sentido leste-oeste e umas 3 milhas no sentido norte-sul. Bem seca, a vegetaçao se resume a muito cactos e umas plantas rasteiras. Em compensaçao a agua era de um azul lindo e muito limpa. Checar a ancora era um prazer. As praias eram de areia bem branca, rasas e calmas. Com isso, era o ideal para as crianças brincarem e os pais descansarem. Visitamos somente o lado oeste da ilha, aonde tinhamos mais proteçao contra o mar e o vento, pois nao ha baias protegidas. No sul havia uma aldeia com pescadores e um posto da policia. Onde ancoramos e uma praia uma vegetaçao rasteira e duas palmeiras bem no meio. Chega a ser estranho, pois e obvio que alguem plantou aquilo la. Por outro lado e otimo, pois marca exatamente o lugar onde se ancorar. Quando passamos por Blanquilla, havia muito peixe, principalmente Atum. Ai, era so entrar no bote e sair puxando a linha que logo logo vinha um atum. Pegamos varios, mas um realmente foi o grande premio com seus quase 10 kilos ou mais. Como eu sou muito honesto, deixo por 10 kilos. Com tanto peixe, a Marcia se lambusou de tanto comer sushi. Desde que saimos de St Martin ela ja havia melhorado nosso kit-sushi e mestre na preparaçao dos ingredientes. Eu, obviamente, alem de limpar o peixe, tento enrolar uns tambem. E tanto o Raffinha quanto o Nick adoram. E um peixe fresco tem seu lugar. A carne e macia, saborosa e de graça. Nessas alturas, a rotina ja estava estabelecida. De manha, a Marcia dava aula para as crianças e o papai aqui ia pescar. Depois almoço, limpeza e organizaçao geral e levar as crianças para a praia. Final de tarde era o tradicional banho e em seguida um vinhozinho e um sushi como jantar, ou na churrasqueira. Ate hamburguer de atum nos comemos. Como estavamos com o Rosy, os ingleses, e diga-se de passagem que a culinaria naquele pais ainda nao tinha sido inventada, o Tom veio com essa que hamburguer de atum era um delicia. Bom, nao era mal, a criançada se divertiu, mas o sushi......da-lhe Marcinha! Fomos tambem a uma praia ao lado, a Americano Bay, que nada mais e que um buraco no rochedo com uma praia no fundo. Fomos os dois barcos e amarramos a contrabordo - um do lado do outro. A praia e cheia de buracos feitos pela mare e ai forma umas cavernas abertas, que a criançada se divertiu. No alto, ha uma casa abandonada que diziam que era de um americano que construiu anos atras como seu refugio espiritual. Hoje a casa esta tomada por calangos. E olha, com tanta secura na ilha, so mesmo calango e tambemr um jumentinho que chora a noite toda. Da para escuta-lo de longe. Nesta noite, com lua cheia e tudo, fizemos um super churrasco na praia e fizemos o que sempre sonhavamos - dormir na praia. Antes de sairmos de barco eu ja tinha comprado uma barraquinha que cabia 5 pessoas e, fechada, era bem pequena. Nesta noite depois de jantar, armamos a barraca e a criançada foi ao delirio. Dormimos todos - os meninos e os pais - homens. Eram 5 no total, mais a quantidade de areia que forrava o chao da barraca. Com tanta areia, foi dificil dormir, e as 5 da manha ja estavamos todos de pe, juntamente com o sol. Mas de qualquer forma foi uma noite e tanta. De volta a primeira baia, resolvi colocar a linha na agua e para nossa surpresa fisgamos uma barracuda. Eta bicho feio da carne boa. E quem disse que eu colocava a mao naquilo para limpar. Enquanto nao tive certeza que estava morto, eu nem chegava perto. E para confirmar dei umas facadas na cabeça como segurança extra. Desculpe a grosseria, mas nao dava para relaxar! Depois de limpo e fatiado, a churrasqueira ja estava pronta para mais uma noite de comida farta e saudavel. Assim a vida estava muito boa - peixe fresco de graça e vinho de gosto duvidoso, porem barato. Para fechar o capitulo em Blanquilla, na hora de levantar a ancora, uma tartaruga marinha chegava a praia para desovar. Foi o maior alvoroço de novo. Ficamos observando de longe todo o processo ate ela descer e sumir dentro d'agua. Bom, assim, fomos embora em direçao a Porto La Cruz, onde ja haviamos estado no ano anterior e achamos voltar para mais um trato no Cavalinho e esperar pelo Fellipe. La era onde todos se encontravam para colocar a conversa em dia e trabalhar muito na manutençao do barco. Tempo tambem de muito churrascos e muita farra com os brasileiros.AbraçosRodrigo

Fim do relato

Fotografias

9 do arquivo · clique para ampliar

Blanquilla - Americano Bay
Blanquilla - Americano Bay
Blanquilla - Sushi!
Blanquilla - Por do sol numero 1487
Blanquilla - Camping
Blanquilla - Barracuda!!!!
Blanquilla na Venezuela, show Magnifica
Assistindo a Tartaruga Desovar
Olha so o tamanho da Tartaruga que foi desovar na praia deserta